As chamas da pira olímpica se apagaram em Pequim. Os jogos olímpicos de 2008 fecham as cortinas neste domingo, 24 de agosto. Atletas de 205 nações pisaram no solo chinês em busca de um lugar no pódium. Medalhas de ouro, prata e bronze foram disputadas em variadas competições, e 118 países voltam sem lograr um único êxito. Nos meios esportivos, comentam alguns, a medalha de prata não é conquista, uma vez que ela representa a derrota na luta pelo primeiro lugar que vale o ouro. O bronze teria mais sabor pois resulta da vitória.
Fazendo um paralelo entre a olimpíada esportiva e a olimpíada da vida, nos perguntamos. Qual é nosso lugar na vida? Pelo que estamos lutando? Qual o degrau do pódium merecemos? Qual posição ocupamos no universo de nós mesmos?
O rabi de nazaré, no item 5, do cápitulo VII, de o Evangelho Segundo o Espiritismo, nos dá o norte.
"Quando fordes convidados para bodas, não tomeis nelas o primeiro lugar, temendo que se encontre entre os convidados uma pessoa mais considerada que vós, e aquele que vós tiver convidado não venha vos dizer: Dai vosso lugar a este..." "...todo aquele se eleva será rebaixado, e todo que se rebaixa será elevado."
Será que o lugar que ocupas hoje é teu mesmo? Ou influências externas te levam a direções antagônicas de acordo com o teu modo de pensar e agir?
Tens escutado a voz da alma, que é Deus em ti, ou escancarado seus ouvidos às opiniões e conceitos dos outros?
Nada pior do que te sentires deslocado na escola, profissão, círculo social ou mesmo entre familiares, porque deixas parentes, amigos, cônjuges e companheiros pensarem por ti, não permitindo que Deus fale contigo pelas vias inspirativas da alma.
Essa inadaptação que sentes é fruto de teu descolamento íntimo por não acreditares em tuas potencialidades. Achas-te incapaz, não por seres realmente, mas porque te fazes surdo às tuas escolhas e preferências oriundas de tua própria essencia.
Se parmaneceres nesse comportamento volúvel, apontando freqüentemente os outros como responsáveis pela tua inadequação e conflitos, porque não assumes que és uma folha ao vento entre as vontades alheias, te sentirás sempre um solitário, ainda que rodeado por um multidão.
No exame da máxima "todo aquele que se eleva será rebaixado e todo aquele que se rebaixa sera elevado", vale considerar que não é a postura de se "dar ares" de humildade ou a de se rebaixar de forma exagerada e humilhante que te poderá levar à conscientização plena da tua localização dentro de ti mesmo. Sintonizando-se na verdadeira essência da humildade, que é conceituada como "olhas as coisas como elas são realmente", e percebendo que a tua existência é responsabilidade unicamente tua, é que tu serás tu mesmo.
Para que encontres o teu lugar, é necessário que tenhas uma "simplicidade lúcida", e o despojar dos teus enganos e fantasias fará com que encontres a autêntica humildade.
Para que não tenhas que ceder teu lugar a outro, é indispensável que vejas as coisas como elas são realmente e que uses o bom senso como ponto de referência para o teu aprimoramento e para a tua percepção da verdade como um todo.
Procura-te a ti mesmo: eis a possibilidade de sempre achares o lugar que pertence perante a Vida Excelsa.
O Criador sempre te acolherá, não importando se a medalha que ostenta em seu peito é de ouro, prata ou bronze.
Este texto contêm trechos da obra Renovando Atitudes, psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto, ditada por Hammed.
E se te encontrares
domingo, 24 de agosto de 2008
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